Ontem senti na pele que (durante o dia) estou completamente sozinha na minha tarefa de maternidade.
O filhote a jogar à bola na escola caiu e partiu a cabeça. Ligaram a avisar que iriam para o hospital que fica a 3 minutos da minha escola. Desesperada comecei a chorar, porquê!?
Não sabia o que havia de fazer, tinha as mães das minhas crianças à espera participarem na sala aberta do dia da mãe...ninguém podia vir para a sala substituir-me (pensava eu) e o meu filhote estava a 3 minutos muito assustado e a precisar de mãe ou pai. Pela primeira vez em muitos anos de trabalho descontrolei-me e duas crianças viram-me de lágrimas nos olhos.
Felizmente a direção percebeu que mesmo que ficasse não me iria conseguir controlar e fui eu ter com o Tomé. Subi a avenida em um minuto...quando cheguei o meu coração sossegou, tinha-o nos braços. Podia cheirá-lo, consolá-lo e verificar com os meus olhos se estava todo inteirinho.
Levava três pontos se estivessemos na época de cozer cabeças (pelo que observei...devemos lá voltar, era o último tubo de cola e estava guardado a sete chaves) mas felizmente levou só cola!
Ainda acordou de noite assustado mas está bem disposto.
Eu desejo ainda com mais força vender a casa para ir para junto da família. Não para me substituir no papel de mãe mas para me sentir menos sozinha.


