Avisei o Tomé para não se "meter" (abraçar, beijar, salpicar...) com o tal menino da natação porque apesar dos dois gostarem a mãe dele não gostava e respeitamos a sua vontade.
Ficou baralhado.. Quando o menino apareceu perguntou baixinho "É este?"...sim era aquele.
Durante toda a aula manteve-se afastado, se o outro se encostava à direita o meu menino ia para a esquerda. Sempre cordial e amigável para o outro não ficasse magoado (calculo eu!!) Quase no final da aula ao subir a rampa da piscina pequena...o outro menino empurra o Tomé que cai desamparado. O nadador salvador viu e correu para os dois, o meu menino aguentava heroicamente as lágrimas e olhava para mim que estava nas bancadas. O outro pediu desculpa e assunto resolvido. A mãe do outro que estava distraída não viu o que se passou e pensou que tivesse sido culpa do Tomé. Olhos fulminantes para mim.
Nos balneários questinou o filho durante o banho, o menino envergonhado não respondeu nada. Quando nos fomos vestir..passado pouco tempo chegaram os dois e a mãe dava um sermão. O filho confessou que tinha empurrado só porque sim. Eu apenas disse a média voz "são crianças!!!"
Tive pena, fiquei muito triste com a incapacidade de tolerância, com a indisponibilidade de amar...de tentar chegar ao próximo. Zanguei-me comigo por ter tido pensamentos de raiva em relação à mãe do outro. Quem sabe o que vai naquele coração? Que dores deve ter na alma? O quanto lhe deve apetecer (sem saber) amar os outros?.... Quem me dera poder abraçar aquela mãe...
Educação e auto educação positiva e intuitiva... forever ;)
